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CÂNION FORTALEZA – Paisagens de tirar o folego

Depois de passarmos 6 dias conhecendo Gramado e Canela fomos conhecer o Cânion Fortaleza em Cambará do Sul. O Cânion fica a 1h30 de Gramado, chegamos por volta das 11h30, pois saímos tarde de Gramado devido ao cansaço do dia anterior.

O Cânion Fortaleza faz parte do Parque Nacional de Aparados da Serra,  uma unidade de conservação brasileira de proteção integral da natureza localizada na Serra Geral, encampando os desfiladeiros na fronteira natural entre os Estados do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina.

A administração da unidade cabia ao Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), mas a partir de 22 de outubro de 2016, com o encerramento de contratos com empresas terceirizadas pelo ICMBio, as atividades de apoio essenciais ao público foram descontinuadas. As comunidades do entorno das Unidades de Conservação mobilizaram-se e criaram a iniciativa #somostodosparque com a missão de impedir o fechamento dos Parques Nacionais e garantir a visitação pelos turistas, portanto graças ao trabalho de voluntários e doações de empreendedores, comunidades e visitantes os Parques tem conseguido superar as dificuldades.

Assim, atualmente não é cobrada valor para entrada nos Parques, mas sim doações voluntárias dos visitantes para que isso possa ajudar na conservação dos mesmos, portanto se for visitar o Cânion Fortaleza ou qualquer outro que faça parte do Parque Nacional de Aparados da Serra, leve dinheiro em papel e faça contribuição, afinal juntos somos mais.

Curiosidade: O nome Fortaleza é por conta da configuração do terreno, talhado de tal forma que lembra as muralhas de um forte, com suas pontes e torres. Suas escarpas atingem, em alguns lugares, 900m de altura. A vegetação verde-escura que se vê agarrada às rochas, ao fundo, é constituída de colossais folhas chamadas de “abóboda do diabo”, que chegam a medir 1,50 m de diâmetro.

O Cânion Fortaleza fica a 23 km do Centro de Cambará do Sul, sendo que 9 desses 23km são estradas de terra em condições não muito boas, carro baixo sofre um pouco, mas não é impossível. Colocamos no GPS do celular e chegamos tranquilamente. Na entrada do Parque fica uma guarita no qual os voluntários explicam os atrativos. Ali há um banheiro, o único de todo Parque. Logo a frente há o estacionamento, ali deixamos o carro e vamos para o Mirante do Cânion Fortaleza.

A trilha é bem demarcada, inclinada, tranqüila, mas não há placas. Ao longo do caminho há pedras, lama e fezes de animais como cavalo e vaca, portanto tenha cuidado para não afundar o pé rs. São 3,5km de trilha (ida e volta), levamos uns 40 minutos para subir e 30 minutos para descer em ritmo tranqüilo, com paradas para fotos e contemplação.

O Cânion se estende por cerca de 5.800 metros de comprimento, 2.000 metros de largura e uma profundidade de 600 metros. É possível observar cerca de 95% do cânion e as praias que fazem limite entre Rio Grande do Sul e Santa Catarina de cima do morro.

Ao fundo litoral de Santa Catarina

A sensação lá em cima é muito boa, o contato com a natureza é incrível, fomos em uma terça-feira e estava bem vazio, ficamos um bom tempo sentados sozinhos apenas apreciando o lugar.

Na volta, pegamos o carro no estacionamento e fomos para a entrada da Trilha da Cachoeira do Tigre Preto e lá deixamos o carro, há pouco espaço para estacionar. Durante o caminho da trilha o Rio que dá vida a cachoeira nos acompanha o que torna o caminho mais gostoso ainda. A trilha tem 3 km de idade e volta, o tempo que se leva pra ir e voltar depende de cada um, mas levamos uns 30 minutos para chegar na travessia do Rio, ali tem que ter bastante cuidado, pois as pedras são escorregadias. Ao atravessarmos o Rio levamos mais uns 10 minutos para chegar do outro lado e enfim ter a vista deslumbrante da Cachoeira do Tigre Preto.

Dali partimos para a Trilha da Pedra do Segredo o que levou mais uns 10 minutos. A Pedra do Segredo, localizada dentro da cratera do Cânion, é um bloco monolítico de 5 metros de altura apoiado numa pequena base de 50 cm, dando a impressão de que cairá a qualquer momento. Sinceramente não achei graça, pois a Pedra é vista bem de longe, portanto, só vale mesmo o caminho, portanto se você não estiver cansado e com tempo vá.

Nós saímos do Parque por volta das 16:00h, pois apesar das trilhas não serem longas passamos bastante tempo apreciando e registrando fotos. Achamos o Parque maravilhoso, gostamos muito de toda a beleza intocada que vimos ali.

De lá fomos para o Centro de Cambará comer algo e depois partimos para nossa hospedagem no Morada dos Canyons em Praia Grande -SC, levamos mais ou menos 2 horas pra chegar, pois a estrada que pegamos a  RS-427 é péssima, cheia de buracos e pedras, além disso havia muita neblina, tivemos que andar muito devagar, mal dava pra enxergar, portanto muito cuidado nessa Rodovia.

Há quem faça o Cânion Fortaleza no mesmo dia que o Cânion Itaimbezinho, mas acredito que fique corrido e um pouco cansativo, mas sim, é possível se chegar na abertura de um deles.

Quer saber sobre a pousada romântica em que ficamos hospedados? Clique aqui

Endereço: Rodovia CS-012, km 22 – Cambará do Sul – RS. Colocamos no GPS do celular e não tivemos dificuldades.

Horário de funcionamento: terça a domingo de 8h às 17h (até 18h no horário de verão)
Importante: não é permitido acampar, nem fazer fogueiras. Não alimente os animais. Leve água e lanche, pois não há lanchonete. Recolha seu lixo, a natureza agradece.

 

 

 

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